Mas os adeptos do e-commerce devem se apressar para conseguir o presente de Natal. Junto com o crescimento dos consumidores online, aumentam as reclamações, que vão desde a demora na entrega do produto até dificuldades para desistir da compra ou cancelá-la.
Para não cair em armadilhas, a advogada do Idec Mariana Ferreira Alves recomenda a escolha de sites conhecidos do mercado ou dos próprios fabricantes. “O consumidor deve checar se a empresa disponibiliza a numeração do CNPJ, endereço, telefone e e-mail na página virtual para eventual reclamação por parte do consumidor. Também é prudente que faça um pesquisa prévia junto ao site do Procon da sua cidade ou Estado, para fins de conferência de eventuais reclamações sobre o estabelecimento comercial”.
De acordo com a advogada Patrícia Peck, especialista em direito digital, o site deve ter, bastante claro e acessível, seus Termos de Uso e informações relacionadas à Política de Trocas e Devoluções. Também deve apresentar um padrão aceitável de criptografia, bem como estar em conformidade legal com Segurança da Informação e Código de Defesa do Consumidor.
O golpe aplicado com maior frequência, conhecido como phishing scan, acontece após o internauta clicar em links enviados por e-mail com assuntos que despertam a curiosidade. “O criminoso digital instala um programa no computador das pessoas que acessam tais links. O software malicioso identifica senhas de banco e número de cartão de crédito ou qualquer outra informação a qual se queira ter acesso”, explica Patrícia.
Outro item que requer cautela são preços muito abaixo dos praticados pelo mercado. “É bom ficar atento e desconfiar. O símbolo de cadeado na barra de navegação, por exemplo, é um dos sinais de que a compra será efetuada com segurança”, alerta a especialista.
